O profissional certo na equipa certa

Saber se um determinado indivíduo vai ser a melhor escolha para uma equipa é a proposta da metodologia 4G, disponibilizada pela MBU, consultora na área do desenvolvimento organizacional. Conheça a proposta da empresa apresentada pelo seu business developer, Ricardo Andorinho.

O ecossistema de uma organização obriga diferentes tipos de pessoas a trabalhar em conjunto. E é inevitável que os diferentes temperamentos e a discrepância de soft skills acabem por significar a existência de dificuldades dentro de equipas, prejudiciais para a produtividade e para a qualidade dos projectos.

Ricardo Andorinho, licenciado em Gestão pelo ISCTE, ex-jogador de andebol profissional, modalidade que praticava desde os 12 anos, e business developer da MBU, empresa especializada em desenvolvimento organizacional, detectou esta dificuldade nas organizações e resolveu disponibilizar um produto que, através da avaliação da personalidade de cada indivíduo, ajudaria a perceber quais as melhores combinações dentro das equipas que permitiriam uma colaboração mais fácil e produtiva.

A metodologia, nascida no Reino Unido, foi transposta pela MBU para o mercado português e está a ter uma «aceitação positiva» em Portugal, refere Ricardo Andorinho, apesar de considerar que «os portugueses não estão habituados a ser avaliados», diz.

«O objectivo desta metodologia é de encontrar uma solução para um problema das organizações: gerir indivíduos que têm de colaborar entre eles», explica. E a inovação está na mudança de perspectiva: ao passo que as empresas avaliam normalmente o desempenho dos seus colaboradores de acordo com o seu trabalho individual,com uma forte componente subjectiva, a proposta da 4G é de «entender melhor os diferentes indivíduos para podermos  “arrumá-los” dentro da empresa de forma a criar ambientes colaborativos de grande eficiência», explica Ricardo Andorinho.

Os perfis são construídos tendo por base um questionário que vai fornecer à MBU as linhas do perfil psicométrico do indivíduo. Uma vez feito esse teste, «temos informação suficiente para começar a correlacionar essa pessoa com as existentes dentro da organização», explica o especialista.

É, então, elaborado um sumário das características do indivíduo, com detalhes sobre a forma como trabalha, os traços de liderança, áreas de possível fragilidade e a descrição do ambiente de trabalho ideal para este profissional. Daí, «pode fazer-se uma previsão sobre que indivíduo vai ter uma melhor aceitação da parte do grupo onde vai ser inserido», detalha Ricardo Andorinho.

As perspectivas para a MBU e para a metodologia 4G são «positivas», considera o especialista. «Como as leis laborais são tão rígidas em Portugal, tudo o que seja informação para a Gestão que lhes permita prever o risco de recrutamento vai ser bem-vindo», afiança.

Deixar uma resposta

O seu endereço de email não será publicado.