As origens do Balanced Scorecard e sua eficiência

O Balanced Scorecard na sua versão Norton/Kaplan tem sido um instrumento de gestão alvo de constantes análises e rodeado de grande polémica.

Desde a década de 90 e acompanhando o boom das grandes consultoras a nível mundial o negócio de implementação de BSC cresceu muito, alavancado por estes dois gurus da gestão e financiado por uma poderosa industria de Marketing liderada por editores especializados em gestão, universidades e seguidores acérrimos desta metodología.

Esta clara tendência, observada por uma crescente preocupação das organizações em controlar e monitorizar a performance das suas unidades de negócio, esteve longe de retribuir os investidores nesta ferramenta com maior incidência nas organizações grandes (Corporate). Os custos decorrentes de implementações pouco cuidadas e as dependências de uma solução cara e “semi-fechada” foram os dois aspectos mais importantes quando se analiza os pontos fracos da ferramenta.

Verifica-se em muitos casos e nas implementações que tive a oportunidade de estudar uma alteração brusca de prioridades que coloca em risco muitas vezes a própria estratégia de negócio, fazendo com que seja a metodología acente na escola Norton/Kaplan a ditar as regras para uma monitorização através do Sistema Interno de Informação, embora o seu retorno ao nível da reengenharia de processos esteja longe de ser sustentável na grande maioria das empresas onde foram implementadas.

Existem e existirão sempre casos de sucesso e insucesso na implementação e retorno de BCS’s dependendo do caso em análise e da forma como são implementados. O que me parece uma tendência claramente observável é a crescente oferta de produto mais eficiente e mais barato.

Em meu entender o Sistema de Informação deverá ser sempre desenhado em função da estratégia de negócio e de objectivos operacionais de longo prazo. A compra de uma ferramenta tão cara e de cultura organizacional muito específica pode trazer danos irreparáveis às unidades de negócio que optam pela sua implementação sem um criterioso diagnóstico às necessidades internas da organização assim como ao potencial de adaptabilidade da estrutura humana à mudança.

Hoje em dia assiste-se à proliferação de ferramentas muito mais simples que se adaptam muito melhor às diferentes necessidades das diversas realidades organizacionais. Metodologias e software de gestão e alinhamento estratégico que podem ser compradas a preços muito competitivos.

Os produtos tecnológicos são cada vez mais, e por essa razão se torna tão importante a identificação da necessidade. Se este passo for executado correctamente a oferta de produtos para essa necessidade específica desce tão drasticamente que muitas vezes (no caso de pequenas e médias empresas) não se encontra produto que encaixa na perfeição nas necessidades da empresa.

Entre a rentabilidade de uma aplicação (standardização básica do programa abaixo do qual um software deixa de ser rentável) e a adaptabilidade e os custos inerentes à mesma para um projecto específico, está a chave para a eleição de um sistema de informação capaz de responder às exigências de monitorização da gestão dentro da Empresa.

MBUintelligence

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Miércoles, Septiembre 23rd, 2009 General

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