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Mercados financeiros. O pior alerta possível para a sociedade contemporânea.

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Desde há anos que os melhores especialistas em finanças e mercados financeiros vêm alertando para o facto daquilo que estamos a viver a nível mundial. Uma crise de liquidez e de confiança, multi-sectorial e de difícil recuperação.

O problema? Avaliação de activos.
Se analizarmos com detalhe o comportamento das bolsas a nível mundial podemos afirmar que quaisquer posições, curtas ou longas, são sempre especulativas. Porquê? Porque ninguém investe para perder. Este pressuposto, independentemente da operação subjacente (compra de acções, swaps, fundos de risco, etc) e do grau de risco associado permite entender que nenhuma empresa ou negócio, pode valer em determinado dia x e uma semana mais tarde metade de x. Em economia real isto não pode ser verdade. Não houve alterações dentro da empresa ou sua envolvente que justifiquem esta perda de valor. Claro está que esta análise é verdadeira para o inverso. As bolsas de valores, numa primeira perspectiva, foram criadas como uma fonte de financiamento para as empresas. Este facto, hoje, parece estar esquecido. Ok. Qual é o problema então? O problema é que o mercado que emerge do funcionamento das bolsas, nos nossos dias, nada tem a ver com a empresa real que está cotada. A avaliação que o mercado faz do preço neste perigoso mercado aberto não é sustentável em nenhum dos casos e a prová-lo está a situação limite a que chegámos. Um problema, dois problemas, milhares de problemas. O efeito bola de neve tem nesta crise financeira aspectos muito prácticos que podemos analizar. São as hipotecas a particulares que servem de detonador que fazem rebentar a super bolha, pois é o produto bancário que tem maior alavanca financeira. O risco de crédito para produtos financeiros com prazos longos é sempre superior independentemente das outras variáveis que estudemos. Foi a crise da construção (a oferta de habitação nova chegou a quadriplicar a procura em muitos países) e a falta de ética de construtores e promotores, ajudados por uma “luta” entre bancos na concessão de crédito à habitação que nos colocou aqui. Esta crise será como outras (1929, dot.com, etc), mas também me parece que a recuperação desta, será muito mais lenta e complicada.
Os governos têm responsabilidades directas neste tema e comprar bancos para solucionar problemas é ridículo. Se o problema são os depósitos a clientes, que se segurem esses créditos pelos bancos centrais de cada país. Comprar bancos que tomaram más decisões de gestão faz dos governos suportes dessa má gestão e de pessoas que fizeram mal o seu trabalho.

MBUintelligence

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Domingo, Enero 25th, 2009 General No hay comentarios