responsabilidade social

Empreender individualmente - “The way out”

Continuo sem conseguir identificar uma crise… Só consigo identificar o que sempre identifiquei: uma tremenda falta de informação de todos aqueles que tomam decisões de consumo e de investimento e que hoje se arrependem, independetemente da área de actuação a que estas digam respeito.

Antes de continuar e de me centrar somente em aspectos positivos gostava de deixar claro que depois dos anos 80, e em relação ao mercado imobiliário, comprar casa, não significava comprar casa, mas sim comprar uma hipoteca. Arrisco a dizer que uma percentagem elevada de todos os que consumiram este produto financeiro ou não leu o cotrato, não sabe o que é efectivamente uma hipoteca, ou cedeu a uma vontade pessoal sem medir o risco que essa decisão poderia ter no futuro.
A suposta situação actual dos Bancos é consequência da sua má gestão.

Há cerca de 3 anos ouvi na rádio o Presidente da República Portuguesa, Jorge Sampaio, reclamar o apoio das instituições financeiras portuguesas na situação social do país. Fiquei atónito. Não entendia qual o sentido de tal pedido. Os Bancos não são instituições que se preocupem com o bem estar social. Nunca o foram e nunca o serão, pelo simples facto de que a sua actividade é vender dinheiro.

Considero que os tempos que vivemos são óptimos para o arranque de novas empresas e negócios. Na base desta opinião está a obrigatoriedade de encontrar soluções pessoais para problemas individuais e familiares. Existem já inúmeros negócios familiares que arrancam como resposta a situações laborais precárias, normalmente por conta de outrem. Considero também que as soluções estão nos individuos, não nas instituições. Em Portugal e em Espanha, países que conheço melhor, existe o entendimento generalizado que são os governos em primeira instância e os empregadores em segunda os máximos responsáveis pela vida sócio-económica dos cidadãos. Discordo em absoluto desta análise e defendo que os máximos responsáveis são os próprios individuos. O negativismo associado a frustrações profissionais individuais causa muitas vezes relações laborais pouco eficientes e duradouras ou a desconfiança da relação é claramente observada.

Por estas razões, penso que a melhor solução social para o momento em que vivemos passa por olharmos para dentro, entender onde podemos adicionar valor, e empreender. Relativamente a este assunto, espero que ainda no primeiro semestre deste ano consiga lançar um livro sobre gestão de empresas e desenvovimento pessoal.

Abraços
MBUintelligence

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Domingo, Abril 5th, 2009 General 1 comentario