Arquivo da Categoria: Sem categoria

Avaliação da Performance

O artigo de JACQUELYN SMITH evidencia um dos maiores problemas na avaliação de performance das organizações. Na primeira pessoa, Jappreet Sethi relata a frustração de sentir que determinadas atitudes, muitas vezes inconscientes, arruínam sessões de avaliação da performance e feedback. A periodicidade, a capacidade de análise, a memória de acontecimentos e factos passados e o contexto em que colaborador desempenha as suas funções são outros critérios que tornam a avaliação pouco rigorosa, subjetiva e limitada, numa área importante que deveria acrescentar valor à organização.

Se os colaboradores de uma organização não se revêm no sistema de avaliação e feedback adoptado internamente dificilmente este sistema será eficiente para construir um mecanismo eficaz de acompanhar e avaliar a performance dos colaboradores. Muitas estudos estão a ser feitos nesta matéria, mas continuamos longe de poder estabilizar sistemas racionais para medir convenientemente a performance das pessoas que constituem as organizações. Diria que a realidade dos números é objetiva e racional e se houver um elevado rigor na construção de centros de resultados, onde todos conhecem os indicadores de performance pelos quais são avaliados,  sentindo responsabilidade e compromisso será muito mais fácil este trabalho. Mas neste caso falamos de um contrato psicológico individual entre o individuo e a avaliação. Este contrato psicológico difere de individuo para individuo. Se não existir um grande rigor no conhecimento das pessoas, dos relacionamentos entre os colaboradores e na comunicação do sistema de avaliação de performance e feedback é muito complicado que estes sistemas criem valor para a organização. Normalmente queremos avaliar performance e comportamentos de alguém que não conhecemos de forma estruturada e sistémica. Olhar para os números (output) é fácil, saber implementar métricas lógicas de análise de funções e interpretar os valores pode ser mais difícil, mas perceber os “drivers”, as pessoas e as equipas que lhe deram origem é extremamente complexo.

Resiliência

Quando o comportamento humano é estudado, conseguimos observar padrões de atuação, responsáveis por manter índices elevados de produtividade e desempenho.

Neste artigo, pode conhecer, em detalhe, os 4 hábitos das pessoas mais resilientes. Apesar do estudo ser académico o Professor Jeffrey Pfeffer, autor de “Power”, e Jim Collins, autor de “Good to Great”, fizeram um estudo informal dos meus colegas de MBA em Stanford para discernir que fatores foram os mais influentes na determinação do sucesso e insucesso na realização dos trabalhos.